Ola a todos!!! Para inauguras a sessão Esse Eu Li Todo, vou falar sobre o primeiro volume de The Invisibles (atualmente estou lendo o segundo), que durou 25 edições e foi publicado pelo selo Vertigo, da DC Comics de quadrinhos adultos, o mesmo de Sandman e Hellblazer, por exemplo.
The Invisibles foi a primeira creator-owned série do Grant Morrison para a DC, e assim como Zenith, dele também, fala de conspiração, de um mundo por trás do mundo (chupado ao extremo pelos irmão Xoxotovisk de Matrix), de contra-cultura e rebeldia. A intenção de Morisson era que Invisibles fosse tão influente quanto os Sex Pistols. Talvez seja muito cedo ainda para falar se isso realmente aconteceu ou não, mas podemos encontrar esse tipo de influência em alguns filmes como Matrix.
O título vendeu muito bem em seu início, mas suas vendas começaram a cair e a DC e o Grant Morrison começaram a se preocupar. Para promover a revista, Morrison marcou uma Wankathon para aumentar as vendas da revista. Em um horário e data marcados por ele, todos os fãs de The Invisibles deveriam se masturbar ao mesmo tempo!!!
Durante a série Morrison ficou muito doente, e ele relacionou seu estado com o fato de ter escrito muito sobre magia, a magia havia influenciado sua saúde. Ele também diz que muitas das idéias que ele teve para a revista vieram de quando ele foi Abduzido por aliens em uma viagem a Katmandu, eles o contaram boa parte da história.
A série inteira encontra-se toda disponível em TPBs, o primeiro volume pode ser encontrado em 3 no total e o resto da série, que vamos falar depois, em mais 4. A história gira em torno de um grupo de Invisibles: King Mob (anarquista, assassino e popstar), Jack Frost (jovem rebelde, boca suja, futuro buda), Ragged Robin (telepata, sensitiva, viajante do tempo), Boy (busca a vingança pela morte de seus irmãos, faixa preta, ex-policial) e Lord Fanny (bruxa, shaman, travesti, brasileira), mas também mostra outros como Tom O’Bedlam e Jim Crow.
O primeiro encadernado, Say You Want a Revolution que coleciona da edição 1 a 8 tem arte de Steve Yeowell e Jill Thompson. Ela gira em torno da introdução do conceito dos Invisíveis e da entrada do personagem Jack Frost para a equipe, substituindo John-a-Dreams. O jovem foi escolhido quando King Mob invocou o espírito de John Lennon para indicá-lo alguém. No começo da série, Jack Frost, que se chamava Dane McGowan, incedeia a biblioteca de sua escola e é levado a uma casa de correção para jovens delinquentes, onde todos são lobotomizados a la Laranja Mecânica. King Mob então se dirige para Liverpool e resgata o jovem deixando-o nas ruas de Londres, onde o personagem Tom O’Bedlam, mendigo e Invisible, o passa seus ensinamentos. Quando seu “treinamento” é concluído, Dane passa a integrar os invisíveis e assume o nome Jack Frost. O segundo arco, dentro do mesmo encadernado, os Invisíveis projetam sua forma astral no passado onde recrutam o Marquês de Sade. Ao mesmo tempo no presente são atacado pelo demônio Orlando, no passado são atacados pelos Ciphermen, que procuram a cabeça embalsamada de João Batista, que tem a habilidade de revelar profecias.
O segundo encadernado, Apocalipstick, representa as edições 9 a 16, tem a arte de Jill Thompson, Chris Weston, e outros. Essa parte do Volume 1 de Invisibles começa com Dane fugindo assustado da equipe após o incidente que fecha o livro anterior, e mostra algumas histórias fechadas. Na segunda parte desse livro, os Invisíveis se separam para procurar Dane, enquanto a Outer Church contrata um assassino bissexual com atração por travestis, Brodie, para encontrar os Invisíveis, já que haviam rumores de um travesi Shaman, a Lord Fanny, dentro de uma equipe. Esse arco mostra a origem de Lord Fanny, um travesti brasileiro, que é uma bruxa, Invisible. Ao mesmo tempo, Lord Fanny e King Mob lutam contra Brodie e ao mesmo tempo que o derrotam são capturados por Sir Miles. O arco termina com Dane luando contra Sir Miles e usando seu poder para destruir uma rua inteira, fugindo então para Liverpool.
O Terceiro encadernado, Entropy In The U.K., coleciona as edições 17 a 25, e é desenhado Phil Jimenez, Steve Yeowell, entre outros. Começa com King Mob sendo interrogado por Sir Miles, que usou uma droga que faz com que ele acredite que palavras escritas são realmente aquilo que estão vendo, que resiste usando sua persona Gideon Stargrave. Ragged Robin e Boy chamam Jim Crow para ajudá-las a resgatar King Mob e Lord Fanny. Boy vai a Liverpool para achar Jack Frost e ao mesmo tempo encontra Mr. Six, que treinou King Mob. Todos no final se encontram na House Of Fun, onde Jack Frost derrota o King-Archon, e cura King Mob que estava a beira da morte. Esse arco nos mostra a origem de King Mob, e fecha o primeiro volume de The Invisibles, que continuou no mês seguinte com uma nova numeração. O arco termina com uma história fechada de Mr. Six no passado quando fazia parte da Division X, uma equipe de investigadores paranormais.
No geral pra mim, o primeiro volume de The Invisibles foi bem Breakthrough, podemos realmente ver influências da série em outras, tanto de outros autores como do próprio Morrison, como Matrix (dos Xoxotovski), New X-Men e The Filth (do Morrison), The Ultimates de Mark Millar entre outros. Seven Soldiers é outro exemplo. Os desenhos são ótimos, principalmente os de Phil Jimenez. Vale a pena ler sim e no geral esse primeiro volume pra mim leva 8.
Os pontos negativos são a constante troca do time de criação, por mim Steve Yeowell ou Phil Jimenes poderiam ter ficado mais tempo na série, até mesmo a Jill Thompson, que também é ótima. A história é muito boa, mas depois de todo esse tempo não é muita novidade esse conceito de o mundo por detrás do m
undo. Talvez na época fosse quase uma novidade, algo que não foi tão falado até lá, mas hoje, principalmente depois de Matrix, é algo usado até a exaustão.
Bom essa foi a estreia do Eu Li Tudo das quartas feiras, semana que vem vou falar sobre Miracleman de Alan Moore.
Se alguém quiser saber mais sobre o The Invisibles, pode visitar a página no Wikipedia ou então entrar no site The Bomb