Music Is My Radar: The Cure

Posted by Carlos Rosas on Mar 20, 2006 in Music Is My Radar |


Bom hoje estreio a culuna Now! That’s What I Call Music com a banda que todos sabem que é a minha favorita, The Cure. Essa é a história bem resumida desse que pra mim é a melhor banda de todos os tempos.

O The Cure se formou em 1976, quando Robert Smith, um jovem de 17 anos formou a banda Malice com os amigos de escola, Michael Dempsey (baixo), Laurence Tolhurst (bateria) e Porl Thompsom (guitarra). Logo depois a banda passou a se chamar Easy Cure. Robert fala que todas as bandas que eles gostava daquela época tinha o The na frente, só que para ele The Easy Cure soava muito idiota e americano, a banda então passou a se chamar The Cure em 1977. Com a saída de Porl, o agora trio, assinou contrato com o selo Fiction de Chris Parry da gravadora Polydor.


Seu primeiro single foi a música Killing And Arab, que causou certa controvérsia na impressa, que acusava a música de ser uma música racista, e na verdade era inspirada no romance The Stranger de Albert Camus. Em 1979 a banda lançou seu primeiro album, Three Imaginary Boys. Para promover o album a banda saiu em uma turnê massiva com grandes grupos da época, como Joy Division e Siouxsie & The Banshees. A partir dessa turnê que nasceu a amizade entre Robert Smith e Steve Severin, que viria trazer para o público anos depois o album Blue Sunshine, do grupo The Glove, que era uma mistura de integrantes do The Cure com integrantes dos The Banshees, além disso, Smith foi guitarrista da banda em algumas ocasiões.


Depois dessa turnê com o lançamento do single Boys Don’t Cry, o primeiro album da banda viu uma reedição com músicas diferentes e nova arte e título, Boys Don’t Cry. Smith queria levar a banda em uma direção mais obscura e depressiva enquanto Dempsey queria continuar tocando o mesmo estilo. Dempsey deixou a banda em 1980 e então Simon Gallup assumiu os baixos e Mathieu Hartley os teclados.



Ainda nesse ano, o quarteto lançou o disco Seventeen Seconds, produzido por Michael Hedges, que chegou ao top 20 na Inglaterra e também rendeu o primeiro hitsingle da banda, A Forest. Depois da turnê o Hartley abandonou a banda e Smith decidiu que o The Cure continuaria como um trio. Em 1981 a banda lança o disco Faith, que chega ao top 14 na Inglaterra, e o single Primary foi lançado. O disco foi gravado debaixo de muita dificuldade devido aos problemas da banda com o álcool e as drogas. Um episódio que aconteceu em estúdio era que Robert Smith estava tão drogado em um momento que ao iniciar a gravação de uma música ele esperava a voz surgir nos altos falantes, pois havia esquecido que era o vocalista. Os problemas em estúdio não atrapalharam a finalização das gravações nem a turnê de grande sucesso. A banda estava em um momento tão bom de suas carreiras e de sua performance que algumas pessoas tinham dificuldade de distinguir a banda ao vivo da do estúdio.



Nessa época Smith havia entrado em depressão e não tinha mais certeza se valia a pena continuar vivendo daquele jeito. Ele havia adotado então a maquiagem que usa até hoje, influenciado pelo seu contato com a banda Siouxsie & The Banshees. Em 1982 a banda gravou o disco Pornography. O disco foi marcado por uma fase de muitas drogas e tragédias na banda, e total depressão de Smith. O disco chegou ao top 8 na Inglaterra. O disco não foi levado a sério na época pela imprensa, devido ao Closer do Joy Division, o que ironicamente está entre os favoritos dos fãs da banda ao redor do mundo. A turnê do disco foi muito desgastante para a banda, após uma briga em um clube entre Smith e Gallup, Gallup deixa o grupo. Smith fala que Gallup nem lembra de boa parte das gravações do album.




No final de 1982, Smith dissolveu a banda e procurou uma direção musical totalmente nova. The Cure agora era apenas Smith, que depois incluiria Tolhurst nos teclados ao invés da bateria. Lançaram então o single “pop” Let’s Go To Bed, que segundo Smith era uma paródia de todos os grupos e músicas da época que serviam para alienar os jovens, e também viria para chocar os críticos e talvez matar o The Cure. Em 1983 vieram mais dois singles seguindo o mesmo estilo, The Walk (muito críticado como um plágio em relação ao New Order) e a alegrezinha The Lovecats, naquele ponto a única música de Smith que sua mãe gostava!




Na mesma época, Smith, também estava oficialmente no Siouxsie & The Banshees como guitarrista. Ele chega gravar um album ao vivo, Nocturne, e um de estúdio, Hyæna, com a banda. Também na mesma época grava o album Blue Sunshine da banda The Glove, formado por ele e Steve Severin. Depois de lançar 4 singles, os junta com seus b-sides que formam o album Japanese Whispers. Esses singles marcaram por serem mais acessíveis, eletrônicos e upbeat, diferente dos trabalhos anteriores da banda.


Em 1984 a banda lança seu album mais experimental e ao mesmo tempo psicodélico, The Top, com algum tom político ao mesmo tempo. Em alguma faixas Smith tocou quase todos os instrumentos, menos bateria, tocada por Andy Anderson e saxophone por Porl Thompson que retornara a banda. Eles então entraram em turnê com Tolhurst, Thompson, Anderson e o baixista Phil Thornalley, que rendeu o primeiro disco ao vivo da banda, Concert. No final da turnê Anderson foi demitido por ter destruído um quarto de hotel e substituído por Boris Williams. Thornalley deixa a banda é substituído por Simon Gallup, que também retorna ao The Cure. Robert Smith então expressa a sua satisfação com a formação afirmando que agora eles eram uma banda novamente.




Em 1985 a nova formação lançou The Head On The Door que alcançou 7º lugar na Inglaterra e 59º nos USA. O álbum possui várias músicas que são favoritas dos fãs. Ele é considerado como um marco de mudança no som do The Cure na verdade o definindo como um pop longe da psicodelia do The Top e longe do eletrônico de Japanese Whispers. Após o lançamento desse disco eles embarcaram em uma turnê que chegou a vir ao Brasil para show no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.





Durante a turnê a banda lançou sua primeira coletânea de singles, Standing On A Beach com um vídeo chamado Staring At The Sea com os videos das músicas e também um outro vídeo ao vivo, In Orange. Em 1986 os problemos alcóolicos de Lol Tolhurst o estavam prejudicando em perfomances ao vivo e frequentemento o tecladista do Psychedelic Furs, Roger O’Donnell era chamado para tocar em seu lugar. Em 1987 eles lançaram o album duplo Kiss Me Kiss Me Kiss Me, e nele o seu single mais famoso na América até aquele ponto, Just Like Heaven. O video foi eleito o melhor video alternativo de todos os tempos pelo programa MTV’s 120 minutes. O solo de guitarra da música The Kiss chegou a ser usada em Miami Vice e banda entrou em turnê novamente.




Em 1988 a história da banda foi contada no livro Ten Imaginary Year e Tolhurst mesmo não tendo saído da banda oficialmente foi substituído por Roger O’Donnell. Em 1989 eles lançam o album Disintegration que chega ao 3º lugar na Inglaterra com quatro hitsingles (Lullaby, Fascination Street, Pictures Of You e Lovesong). Se torna o album de maior sucesso da banda mundialmente. Pouco antes do lançamento Tolhurst deixa a banda e apenas Smith permanece como único membro fundador. Tolhurst por ainda estar na folha de pagamento da banda é creditado no disco como outros instrumentos mesmo não tendo participado de nada nas gravações.





Em 1990 a banda lança uma coletânea de remixes, Mixed Up. Em Maio desse ano, O’Donnell deixa a banda e o roadie de longa data assume os teclados e guitarras. Em 1992 a banda lança o seu album de maior sucesso, Wish que imediatamente chega a 1º lugar na Inglaterra e 2º nos Estados Unidos. Eles embarcam em mais uma nova turnê e lançam dois albums ao vivo, Show e Paris e um EP em K7 raríssimo com 4 músicas instrumentais que sobraram das gravações de Wish chamado Lost Wishes.



Porl Thompson deixa a banda em 1993 para tocar com Robert Plant e Jimmy Page do Led Zeppelin e Bamonte assume as guitarras. A banda então contribui com a trilha sonora do filme O Corvo com a música Burn a única música inédita da formação Smith-Gallup-Williams-Bamonte. Essa formação também fez um cover de Jimmy Hendrix para um tributo, Purple Haze.

Em 1994, Tolhurst processou Smith e a Fiction alegando ser dono do nome The Cure e após uma longa batalha jurídica Tolhurst acabou perdendo. Boris Williams então deixa a banda e é substitído pro Jason Cooper, Roger O’Donnell acaba retornando para a banda completando assim a formação da banda que mais durou Smith-Gallup-Bamonte-Cooper-O’Donnell. A primeira música que eles escreveram juntos foi “Dredd Song” para o filme Judge Dredd em 1995 e também uma cover de David Bowie, Youg Americans para uma coletânea de rádio.

Em 1996 a banda faz sua segunda passagem pelo Brasil com shows wm São Paulo e Rio de Janeiro para o Hollywood Rock e lança o album Wild Mood Swings, um disco mais sóbrio e próximo do rcok convencional que recebeu menos atenção do que deveria devido sua diversidade de sons e por músicas mais fracas terem ser escolhidas como singles. Em 1997 a banda lança a coletânea Galore que seria uma continuação de Staring At The Sea/Standing On A Beach e continha todos os singles lançados de 1987 a 1997 e também um single novo, Wrong Number que tinha a participação do guitarrista de longa data de David Bowie, Reeves Gabrels que acompanhou a banda em alguns shows de festivais como guitarrista convidado. Em 1998 Robert Smith apareceu no desenho animado South Park, e a banda contribuiu para a trilha do filme dos Arquivos X com a música More Than This e para um tributo ao Depeche Mode com a música World In My Eyes.



Em 2000 eles lançam o album indicado ao Grammy Bloodflowers. Segundo Smith ele seria a terceira parte de uma trilogia que havia começado com Pornography em 1982 e Disintegration em 1989. Eles entram em turnê e em 2001 deixam o selo Fiction e lançam o seu Greates Hits acompanhado de DVD e um album raro Acoustic Hits. No mesmo ano, após 25 anos de estrada eles se firmam como provavelmente a banda mais influente no rock alternativo, mostrando influências em grandes bandas como Radiohead, Lush, Mogwai, Modest Mouse, Franz Ferdinand, Bloc Party, Sigur Rós entre várias outras.


Em 2002 eles continuaram a grava e também fizeram shows de 3 horas tocando por completo e na ordem os albuns Pronography, Disintegration e Bloodflowers no Tempodrome em Berlin que rendeou o DVD Trilogy em 2003. Em 2004 a banda lança uma caixa de raridades chamada Join The Dots: B-Sides and Rarities, 1978-2001 (The Fiction Years). A caixa tem 70 músicas da banda, algumas inéditas e um livreto de 76 páginas com fotografias, história e citações da banda.


No dia 28 de Junho de 2004 a banda lança seu primeiro album homônimo pelo selo iam records e partem em turnê com várias bandas criando o festival Curiosa. Smith selecionou a dedo os 11 participantes que abririam os shows do The Cure que foram: Interpol, The Rapture, Mogwai, Muse, Cursive, Head Automatica, Thursday, Scarling, The Cooper Temple Clause, and Melissa Auf Der Maur, divididos em dois palcos.

O Album The Cure estreou no Top Ten tanto na Inglaterra quanto nos USA. Também recebeu críticas muito positivas sendo aclamado como melhor album da banda desde Disintegration de 1989. A banda ganhou o prêmio MTV Icon em 2004, entregue por Marilyn Manson com apresentações de bandas americanas (blergh!) fazendo covers de músicas famosas do The Cure como AFI (Just Like Heaven), blink-182 (A Letter to Elise), Razorlight (Boys Don’t Cry) e Deftones (If Only Tonight We Could Sleep). Após o programa Smith incluiu músicas de AFI, Blink 182 e the Deftones em seu setlist durante um especial do programa John Peel da BBC Radio 1.

Atualmente a banda está relançando todos os albums aos poucos do primeiro até Bloodflowers de 2000, tendo lançado os quatro primeiros (Three Imaginary Boys, Seventeen Seconds, Faith e Pornography) com um disco de bonus com material nunca lançado antes como demos, performances ao vivo e out-takes. Os próximos albums a serem relançados vão ser The Top, The Head on the Door, Kiss Me Kiss Me Kiss Me e Blue Sunshine do The Glove ainda em 2006.

Em 2005, Smith demite O’Donnell e Bamonte. A banda chega a tocar como um trio antes de anunciar em Junho de 2005 o retorno de Porl Thompson para tocar no festival Live 8 em Paris. A banda participa então das gravações do album beneficente Make Some Noise com uma cover de John Lennon, a música Love que será lançado ainda em 2006. A banda está em estúdio gravando o seu novo album que deve ser lançado em Agosto.

Ufa, ai está, nossa, passei horas escrevendo isso e como disse essa é a história do The Cure resumidíssima!!!!

Bom, agora alguns links:

The Cure
A Chain Of Flowers
A Foolish Arrangement

Wikipedia

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4 Comments

ronald tiliaque
Jun 20, 2006 at 9:32 pm

Sou fã da banda, mas estou surpreso c/ essas informações de q dois integrantes saíram, e do retorno de Porl thompson, estas informações realmente procedem?


 
Carlos Rosas
Jun 20, 2006 at 10:12 pm

Opa, procedem sim, hehehe, bom encontrar outro fã da banda. Você pode achar mais informações no site de banda mesmo http://www.thecure.com


 
ronald tiliaque
Jun 28, 2006 at 5:15 pm

Carlos, o q vc sabe sobre o novo album?
sai esse ano ainda?
alguma informação sobre possivel turné parar no Brasil?
abraços


 
Carlos Rosas
Jun 29, 2006 at 11:11 am

Opa Ronald! Cara, eu posso estar errado mas acho que sai lá pelo final do ano, início do ano que vem. Tudo que eu sei é que eles ainda tão gravando, agora, em relação a eles virem ao Brasil, acho difícil, mas a gente nunca sabe!!! Ia ser massa!!!


 

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